Limoneiro

À sombra daquele limoeiro, estávamos a sós: eu, você e minhas mágoas, que desabrochavam como flor. Você dizia não saber o que houve de errado. Eu me perguntava: afinal, para que estar ao seu lado?

Você me dizia; nunca mais vou te magoar, você vai ver; tudo vai mudar. Você é meu grande amor, sem você, tudo é solidão e dor. Eu olhava para você, roseira cheia de espinhos, sem saber o que pensar. Em mim, naquele momento, à sombra daquele limoeiro, cresciam ervas daninhas que me sufocavam, impediam de alcançar o ar. Os espinhos que eu cultivava feriam, dizendo tudo o que minha suavidade, que tanto reguei, não ousava revelar.

Silenciosamente, meu pranto rolava como gotas de orvalho. Você, então, acariciou minha face que, como pétala molhada, desfalecia em suas mãos. Olhou-me nos olhos, profundo, como noite; pediu perdão, segurou minha mão.

À sombra daquele limoeiro, estávamos a sós: eu, você, minhas mágoas e um recomeço, bem diante nossos olhos.

 

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Mackenzie - Publicidade, Propaganda e Criação - Lopes Consultoria de Imóveis - Corinthiana - 21 anos, Paulistana Ver todos os artigos de Mpbenedetti

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